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Abril 19, 2009 at 3:18 pm (histórias, música, nostalgia, pensamentos, viagem, video) (, , , )

Estou de volta. Depois duma semana rica em acontecimentos, sinto que devo contar-vos o que tenho feito, além de negligenciar este blogue.

Comecei, na semana passada, por visitar os meus cunhados das Caldas da Rainha, em cuja casa sempre me senti como num pequeno paraíso. A paz e o bom ambiente, a simpatia deles e a falta de preocupações, a paisagem e a papinha boa da Cristina conseguiram sempre carregar as minhas baterias, e eu bem precisava, para poder enfrentar um internamento e uma cirurgia.

casa-broieras1apus-broieras1

Na segunda-feira passada fui para o hospital CUF para uma tiroidectomia. Correu tudo bem, fui bastante mimada no hospital, o cirurgião foi um artista, tive o apoio incondicional do meu marido. A experiência, apesar de traumatizante por ser… aquilo que é, acabou bem e tirou um grande fardo dos meus ombros. A vida sabe melhor depois disso, estou muito contente.

eu

Na quarta-feira, dia dos meus anos, tive alta do hospital depois duma visita simpática do cirurgião (que, para se despedir de maneira engraçada, deu-me umas pancadinhas na cicatriz ahah 😦 ). Fui parar a um restaurante, junto com a minha amiga Claudia e o meu marido, claro.

restaurant

Foi o dia de anos mais… diferente da minha vida. Aliás, foi a segunda vez que passei esse dia no hospital (a primeira foi há uns 6 anos, quando estive no hospital de Faro com um joelho a dar-me cabo da cabeça).

Agora estou novamente nas Caldas da Rainha, a desfrutar a hospitalidade dos meus cunhados. Amanhã, depois de resolver alguns assuntos, volto ao Algarve, para continuar o meu trabalho e a vida normal.

E, por ser Domingo (não se esqueceram?), há música romena. Eis a “Balada” dum compositor romeno da época romântica, Ciprian Porumbescu, um dos melhores da minha terra. Esta música mexe comigo, portanto merce estar aqui, no meu “top” de músicas.

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pinturas rupestres

Março 18, 2009 at 11:33 pm (artes, artesanato, bijutaria, criação, história, histórias, manualidades, pensamentos) (, , )

Um dia, o homem que vivia na caverna sentiu-se inspirado pelos deuses. Farto de desenhar só animais e pessoas nas paredes da gruta (normalmente para avisar a esposa que iria caçar com os amigos), o artista começou a riscar na rocha um sinal que lhe pareceu misterioso e harmonioso.

rupestru

Já tinha desenhado outros símbolos nas paredes da gruta, mas este agradou-lhe bastante.

parede

À luz do fogo doméstico, o nosso homem sentou-se e ficou a olhar para o seu desenho, sonhador.

fogo

Sonhava que, no futuro, quando o mundo seria irreconhecível, quando a caça ficaria escassa nas florestas, quando a água ficaria envenenada nos rios, o céu seria atravessado por aves imensas, brilhantes, que nem sequer precisam de mexer as asas para voarem, naquela altura alguém, uma outra pessoa, iria contemplar o mesmo desenho, a pensar nele, o homem da caverna.

rupestru3

E este pensamento fê-lo sentir-se feliz: a sua arte não iria morrer…

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