romã e cor-de-rosa
De vez em quando, voltar ao “doce estilo clássico”, um pouco ingénuo, um pouco rústico, faz bem.
Já tinha saudades de mousse de morangos e de tons que lembram a romã…
Combinação de cores girlie, para aquecer almas que ainda estão frias depois do Inverno…
Romã madura, agridoce e perfumada…
triângulo mágico
Trindade, triângulo, três. Número sagrado, forma geométrica sagrada, símbolo da santa trindade.
Perfeitos ou vítimas de variações (como as do meu anel), os triângulos ou o número 3 acompanham a nossa vida mais do que nos apercebemos. Além do número 7, outro número importantíssimo, o número 3 está presente em todos os pontos marcantes do nosso imaginário. Não é preciso dar-vos exemplos, toda gente os conhece, basta olhar à nossa volta.
Aqui tencionava inserir uma música um bocado religiosa, com acentos bizantinos e bastante séria, que se canta na altura do Natal na Roménia. Chama-se “Três Reis vindos do Nascente”. A ideia agradava-me, mas a minha amiga P. achou que era séria demais e ia afugentar os visitantes.
Pois…
Decidi então deixar o de lado o coro de monges e mostrar-vos um pequeno vídeo que eu acho engraçado de morrer. E é natalício, também… “Os três porquinhos no Natal”.
Lá se foi o tom sério deste post…
à volta do grená
Sempre que tenho um tema favorito, uma cor ou uma música, costumo bater a tecla nisso. É normal. Mas não se assustem, não vou repetir agora o vídeo que pus no artigo de anteontem, mas sim vou-vos mostrar mais peças grená. A sensualidade desta cor é infinita…
Parece que pede para ser afagada, e depois protegida.
Mais profunda do que o vermelho, esta cor é mais sábia, mais especial. Como um vinho velho, cheio de perfumes de outras épocas, como as cortinas de veludo dum casarão em que havia mensalmente bailes com candelabros acesos, valsas, polkas e centenas de convidados a brilhar de felicidade.
Sacode o pó leve destas cortinas de veludo grená e passa os dedos por elas, ou aproxima os lábios da taça de vinho tinto, antigo.
Estás a sentir?
grená
Lembra-me de coisas boas, do veludo dos trajes das rainhas ou dos cortinados pesados e ricos de casas antigas e silenciosas. Lembra-me de vinho bom (não me perguntem porquê), de ginjas muito maduras, de noites de inverno à frente da lareira acesa, de confortável, de intenso… Nobre, linda cor!
Para os que repararam na diferença de tom, de luz entre a primeira foto e as restantes, vou explicar que a primeira foi tirada na altura do pôr-do-sol, enquanto as outras – durante o dia.
Tentei quebrar o doce, o quente do grená pelo arame frio, pelo crú que serve de fundo. Gostei do contraste.
E, à propos de quente e agradável, usei novamente uma bola de madeira, para executar esta última peça. Decididamente, vou adoptar a madeira, mas sem desistir da massa de modelar. Tenho tantas ideias!!!
aramis
Não se deixem enganar pelo título, não é sobre os Três Mosqueteiros que vou falar agora, mas sim sobre o arame; quis brincar só um bocadinho com as palavras.
Gosto muito desse tipo de arame e a verdade é que este “amor” começou há pouco tempo, há uns meses, na altura duma feira de artesanato onde vi, espantada, uns anéis enormes e complicados, feitos de alumínio. Não são nenhuma novidade, usam-se há algum tempo, mas eu gosto de lhes dar um toque pessoal, usando no meio “pedras” feitas por mim, pintadas à mão, ou outros materias que me agradem.
Além das peças que já vos mostrei anteriormente, em arame, fiz estas três, numa combinação de cores de que gosto há muito tempo (preto e vermelho, com “variações” do vermelho). Tenho que admitir que é um prazer trabalhar com este arame e dar asas à imaginação. É por isso que vou continuar, até descobrir outro material, ainda mais agradável (se existir).
















