heidi et comp
Primeiro apareceu o anel. Loiro, com tranças enroladas à volta das orelhas, lembra-me duma alemã ou holandesa típica. Apesar de a Heidi ter sido suiça (soube só hoje, eu pensava que era austríaca
), digamos que se encaixa no “retrato” da loira das tranças.
Depois, por ter gostado da combinação de cores, fiz o pendente (também de tranças, mas enroladas à volta da cabeça
. Uma amiga disse que parecia um conjuto para a high society, achei piada à afirmação mas eu não acho… apesar do dourado.
Resta mostrar-vos os brincos também, mas amanhã também é um dia, não é?
balões de ouro
Hoje quero mostrar-vos um anel muiti “festivo”. Apesar de a festa da Páscoa ter passado, pode ser festa todos os dias, se asssim o quisermos. A festa de estarmos vivos.
Balões voando em todo o lado, reflectindo em tons dourados a luz do dia, balões frágeis, cuja vida é curtíssima, só que isso não nos impede de gostarmos tanto de os ver.
Balões passageiros…
Não estão a ver que há festa???
sementes cubanas
Vêm da Cuba, o “reino” do Che Guevara. Estas sementes faziam parte dum colar que uma amiga trouxe de lá, há alguns anos.
Um dia destes, sem querer, estraguei o colar e as sementes espalharam-se pelo chão. Se fosse chão de terra, podiam crescer imediatamente plantinhas de melancia, feijão e Deus sabe que mais… Iriam crescer num minuto como as outras plantas num mês, iriam partir o tecto num instante, iriam afastar os ramos dos pinheiros por cima da casa, para chegarem ao céu e perderem-se lá, em cima.

Felizmente, não tenho chão de terra dentro da casa, portanto todo este cenário fica fictício.
Apanhei as sementes do chão e, faltando-me a paciência de refazer o colar (que provavelmente uma criança cheia de fome fez à luz da vela lá, na Cuba) decidi aproveitar as sementes para os meus trabalhos. Confesso que me senti inspirada!

Além da dimensão metafórica das sementes, para mim têm uma carga sentimental e energética que só as coisas ligadas directamente à terra têm. É por isso que gosto muito deste conjunto, que fica entre os meus grandes favoritos.

E, como não posso falar da Cuba sem recordar a linda música de lá e sem ter à frente dos olhos o rosto do Che Guevara, apresento-vos uma das minhas canções favoritas: Hasta siempre, comandante. Sou tudo menos comunista, mas esta canção está colada ao meu coração. Lembra-me duma altura feliz da minha vida, quando eu e a minha amiga Claudia (com que dividia uma casa em Lisboa) cantávamos e dançávamos como loucas ao som de músicas revolucionárias
kids
Foi com imenso prazer que fiz estes três anéis para uma miúda de seis anos, que declarou à frente da tia que ela queria ter todos os meus anéis, mas fez uma lista com os preferidos

Uma admiradora tão nova e querida não me deixa indiferente. Portanto fiz estes pequenos trabalhos para ela. São menos pesados do que os modelos “adultos”, evitei o preto e usei só arame mais fino. Espero que tenha gostado e que não se esqueça da experiência.


paz
Aquilo que mais quero para mim, para nós, para toda gente: paz.
Feliz Natal!

kundalini
Energia primordial e sagrada que jaz em cada um de nós, imaginada pelos antigos orientais como uma serpente adormecida, enroscada em si mesma na base da nossa coluna, no osso triangular que se chama osso sacro.

Reminiscência, dentro de nós, do poder supremo que nos criou, Kundalini fica em estado latente, mas pode ser despertada através de uma série de técnicas desenvolvidas, ao longo de mais de mil anos, nos mosteiros da Índia e do Tibet.
Fascinante tema…
falta de sol
Na ausência do sol, aqueço-me à luz do símbolo do sol. Provavelmente, no próximo Verão vou pintar cubos de gelo ou icebergues nos meus anéis ou naquilo que me apetecer fazer naquela altura…
Mas para já a chuva continua. Ofereço-vos um pouco de sol, aproveitem!

espírito natalício
Finalmente, mentalizei-me: vem aí o Natal. Vem mesmo. Eu não costumo entrar automaticamente neste estado de espírito só por estarmos em Dezembro ou por ver as luzes das ruas todas acesas e bonitas, preciso de interiorizar a ideia. Preciso do tal ”clic!” para me lembrar.
Só agora é que consigo ficar comovida à frente duma árvore de Natal ou de estrelinhas ou de anjinhos. Estes tempos difíceis, “modernos”, arrancaram de nós qualquer religiosidade, qualquer respeito por aquilo que era sagrado para os nossos avós. Os pontos de referência, os momentos que costumavam marcar o ano para os nossos antepassados apagam-se, transformados em boas desculpas para encher os sacos de compras.

Apesar disto tudo esforçamo-nos, levantamos árvores de Natal e pintamos postais a dourado e a brilhos, montamos o presépio, fazemos doces, ouvimos músicas americanas, sempre as mesmas. Vocês não imaginam como é trabalhar num sítio onde, a partir de Novembro até a primeira semana do Janeiro, se ouve aos berros música de Natal americana, again and again, sempre a mesma. É de loucos.

Digamos que este anel está envolto em “espírito natalício”. Era para o ter decorado, mas gostei como ficava assim, simples e de efeito, globo de ouro.

Dentro dos dourados também, este anel em madeira, parecido um bocado com Sun of Life, mas com um aspecto mais elegante talvez, graças à fita mais ousada.
Esqueci-me de vos dizer, estou numa “onda de fitas” agora. Organza. Mas não posso revelar tudo já…
sol da vida
É bola incandescente a irradiar energia. A energia da vida.
É o princípio e será provavelmente o nosso fim.
Deus primordial, astro venerado como a própria vida. É à volta dele que giramos, em todos os sentidos da palavra. Centro do nosso mundo.
Cor-de-laranja, madeira, dourado. Calor. Uma fita a lembrar um chapéu de sol elegante, ou simplesmente a evocar a feminilidade.
PS: Raios de sol ou espermatozóides ao ataque?







