romã e cor-de-rosa
De vez em quando, voltar ao “doce estilo clássico”, um pouco ingénuo, um pouco rústico, faz bem.
Já tinha saudades de mousse de morangos e de tons que lembram a romã…
Combinação de cores girlie, para aquecer almas que ainda estão frias depois do Inverno…
Romã madura, agridoce e perfumada…
cores com vida
Já vos tinha dito que estou muito interessada em cores vivas, alegres, e que, quando gosto muito duma combinação cromática, já não ligo muito ao material? Adoro a massa e a madeira, mas não desprezo por isso o plástico, o acrílico ou o vidro. Todos os materiais têm a graça deles e têm requisitos especiais quando chega o momento em que temos que os valorizar em peças bonitas.
Uma pessoa mais céptica disse-me, na altura em que comecei a fazer bijutaria, que duvidava que alguém usasse cores tão fortes ou peças pintadas de maneira tão “naif”. Respondi-lhe que não há nenhum problema, vou fazê-las assim enquanto me apetecer fazê-lo, depois logo se vê se alguém usa…
Assim como existe o gosto pelo anéis imensos, existe também o gosto pelas cores fortíssimas ou pelas formas extravagantes. Aliás, há gostos para tudo e todos.
Este modelo de contas faz parte da família que baptizei “psiquedélica”. Descobri as laranja com cíclame e as verde-lima com amarelo, que ainda não vos mostrei.
Vem aí o Verão!!!!!!!!!!
o jogo com contas de plástico
Estive a brincar novamente à vontade com contas e fitas. Tenho uma fita com uma cor tão bonita, que já não sei o que fazer com ela
Foi assim que fiz, com todo o prazer, com cor e amor, este anel e o respectivo pendente. Gostei da brincadeira e decidi mostrar-vos o resultado.
pink amber
Porque a série de anéis e colares que vos tinha mostrado até agora não estava completa, resta mostrar-vos a última cor das três que trabalhei na categoria “resinas”. Esta já não tem nada a ver com o âmbar, só a textura é parecida, e a maneira de trabalhar o arame.
Deixo aberta a ideia do fio em que fica bem pendurado este pendente; para o fotografar escolhi o preto, mas há outras possibilidades interessantes.
Lá fora, o tempo está tão feio, que acho que foi inconscientemente que escolhi as peças desta cor para as pôr no blogue: cores quentes, para me aquecerem…
Neste exacto momento, estas peças já me deixaram, estão a viajar, resignadas, para Bucareste. Lá, vão esperar pacientemente que sejam chamadas pelas novas donas. Adeus, meninas! Portem-e bem!
águas de março
Brilhantes e alegres, refrescantes e clarinhas, as Águas de Março.
E uma canção imortal, que podia ouvir ao infinito sem me fartar dela.

É pau, é pedra, é o fim do caminho,
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol,
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira,
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira,
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira,
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira,
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira,
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
(fragmento da canção Águas de Março, de Tom Jobim, versos de João Bosco)

…e a canção genial, com a maravilhosa Elis Regina e com Tom Jobim.
la vie en rose

Falta de preocupações, optimismo, preguiça, boa vida… Ver a vida em cor-de-rosa deve ser maravilhoso.

Tem tudo a ver com o amor, com a capacidade de ultrapassar qualquer inconveniente, com o sentimento de que a vida é curta e deve ser vivida intensamente. La vie en rose…
cerejinhas
Sim, tenho saudades do Verão, sim, adoro as cerejas, não, não gosto do cor-de-rosa mas acho que fica bem com as cerejas. A ideia era fazer um anel dooooce e queriiido como uma taça cheia de cerejas maduras, doces.
É muito girly girl, e daí?

O meu primeiro baloiço foi pendurado pelo meu pai numa cerejeira extraordinária do nosso jardim. Porquê extraordinária? Porque dava cerejas amarelas, imensas, deliciosas. Chorei quando aquela cerejeira tão especial foi cortada para dar o lugar às paredes da nova casa.
Ofereço-vos algumas cerejas virtuais, apesar de não ser a altura delas. Não tenho paciência até Junho!
Bom apetite!

psiquedélico
Loucura! Woodstock ou festa rave, as cores a correrem como cavalos fora do controle, e os sons também, os planos misturam-se e o cérebro a enviar para os olhos imagens fantásticas.

A guitarra do Jimmy Hendrix a enviar mensagens subliminais para uma geração inteira ou um DJ a hipnotizar milhares de pessoas. O sintético a vencer o natural.

Não resisti às cores dessas bolinhas de acrílico. Desde que as vi a primeira vez, contaram-me a história aqui presente e muito, muito mais…

organza
Há algum tempo ando a namorar a organza, de que são feitas aquelas fitas finas, transparentes, brilhantes. Já tinha visto cortinas de organza mas as fitas são irresistíveis.
São como uma imagem do feminino: frágeis, bonitas, elegantes, leves… Gosto imenso de as ver ao pescoço, a segurar um medalhão, ou a fazer um laço de embrulho elegante.

Já vos tinha mostrado peças com fitinhas de organza à volta, mas agora os laços são mais “atrevidos”, a afirmar mais vontade. Vou chamar esta série de anéis ”Brides”, “Noivas”. São aperaltados e suaves como as noivas verdadeiras.

Para quem não gosta do cor-de-rosa – tenham paciência: vou fazê-los noutras cores. Mas sempre com organza…

rebuçados
Os rebuçados coloridos e um pouco transparentes lembram-me da infância. Quando estavam quase a acabar, tirava-os da boca para olhar através deles. Adorava ver aquela transparência colorida, amarela, encarnada, verde, cor-de-laranja…
Todas as crianças devem ter feito o mesmo. Como assustarem-se com a própria imagem reflectida numa colher, como colarem pastilhas elásticas por baixo da carteira ou das cadeiras, na escola, como “roubarem” chocolates da própria árvore de Natal. Aquelas eram os mais saborosos
Voltando ao assunto: as contas que usei neste conjunto de pendente-anel parecem os mesmos rebuçados da infância. Fazem parte também das contas lisboetas.















