brincos psiquedélicos
Fiz poucas tentativas de sair da rotina anel-pendente-anel-pendente. Só recentemente experimentei brincos também, além das pulseiras que já viram. Afinal, não é assim tão difícil fazer brincos, pensei que iria ser quase o fim do mundo
Para começar, escolhi uma cor alegre, para fazer conjunto com outras peças dentro da mesma linha. Vejam as outras bijutarias “psiquedélicas”.
pulseira-brincadeira II
Volto para vos apresentar a segunda pulseira que fiz para a minha amiga. É também uma brincadeira com fitinhas e corzinhas, muito feminina si colorida, leve e fresca, de Verão.
Tenciono praticar mais a fazer pulseiras, pois tenho uma encomenda especial duma pessoa muito especial.
cores com vida
Já vos tinha dito que estou muito interessada em cores vivas, alegres, e que, quando gosto muito duma combinação cromática, já não ligo muito ao material? Adoro a massa e a madeira, mas não desprezo por isso o plástico, o acrílico ou o vidro. Todos os materiais têm a graça deles e têm requisitos especiais quando chega o momento em que temos que os valorizar em peças bonitas.
Uma pessoa mais céptica disse-me, na altura em que comecei a fazer bijutaria, que duvidava que alguém usasse cores tão fortes ou peças pintadas de maneira tão “naif”. Respondi-lhe que não há nenhum problema, vou fazê-las assim enquanto me apetecer fazê-lo, depois logo se vê se alguém usa…
Assim como existe o gosto pelo anéis imensos, existe também o gosto pelas cores fortíssimas ou pelas formas extravagantes. Aliás, há gostos para tudo e todos.
Este modelo de contas faz parte da família que baptizei “psiquedélica”. Descobri as laranja com cíclame e as verde-lima com amarelo, que ainda não vos mostrei.
Vem aí o Verão!!!!!!!!!!
laranja com chocolate
Verde como a árvore de Natal, que ainda não instalei, e cor-de-laranja como as laranjas da minha infância. Já comeram alguma vez laranja com chocolate? É delicioso

Os pinheiros da minha infância sacrificavam-se para que o nosso Natal fosse acompanhado por aquele cheiro inconfundível, o melhor do mundo, cheiro de ar fresco, de montanha, de férias. Os pinheiros, depois de passar o dia dos Reis, ficavam sem enfeites e eram banidos da casa: ficavam no jardim, enfiados na neve, ainda lindos, à espera de tempos melhores.
Normalmente, este tempos não vinham para eles, porque morriam sacrificados na lareira. Que choque: depois de ser o centro das atenções desaparecer assim, como lenha vulgar!

Por baixo da árvore púnhamos, sempre, ao lado de chocolates e raminhos de pinheiro, umas laranjas. Faziam um contraste de cor de que gostávamos, cheiravam bem e podiam ser utilizadas como bolas de mini-futebol (dentro da casa, o que era extremamente proibido pela minha mãe).
Verde? Laranja? Não são simples cores…
sol da vida
É bola incandescente a irradiar energia. A energia da vida.
É o princípio e será provavelmente o nosso fim.
Deus primordial, astro venerado como a própria vida. É à volta dele que giramos, em todos os sentidos da palavra. Centro do nosso mundo.
Cor-de-laranja, madeira, dourado. Calor. Uma fita a lembrar um chapéu de sol elegante, ou simplesmente a evocar a feminilidade.
PS: Raios de sol ou espermatozóides ao ataque?
borboleta preta
Era uma vez uma borboleta preta, decorada pela mãe natureza com motivos cor-de-laranja. A borboleta vivia na cidade. Gostava de dar uma volta pelas casas que tinham jardim, de descansar em cima de roseiras perfumadas, de divertir-se à custa dos miúdos que corriam atrás dela, a tentar apanhá-la.
Um dia, começou de repente uma tempestade. A nossa borboleta infeliz foi atirada contra a minha janela, onde perdeu a vida, tão curta! Quando a tempestade passou, recolhi a pobre borboleta e fiz-lhe o retrato. Agora tem uma caminha em arame cor-de-laranja e ficará para sempre na minha memória e na… blogosfera!
Iron Butterfly (outra espécie de borboleta). Gosto muito deles…
novamente simples
Como o sol teve hoje a boa educação de aparecer e deixar-me tirar algumas fotos, apresento-vos mais dois trabalhos bastante simples. Dois anéis alegres e delicados.
e
black
Cor elogiada ou detestada, o preto parece-me que tem múltiplos valores, que variam da cultura para cultura, da mentalidade para mentalidade. As roupas pretas são as mais elegantes, mas em certos paises representam o luto. Quando fiquei a saber, pela primeira vez, que em certas culturas o luto é branco, tive um grande choque: como é possível? é inadmissível! na minha cabeça, o preto e o luto estava tão ligados, que não havia maneira de admitir o contrário.
Mais tarde, comecei a apreciar a versatilidade dessa cor, a facilidade de a combinar e de dar um toque de elegância só com uma peça escura. Vejam como fica a cor preta com laranja ao lado…
Ou assim…
















