o mau olhado
Hoje tive muito azar. Uma das situações foi que estive a trabalhar durante horas em dezenas de fotos, a prepará-las para serem publicadas no blogue, a organizá-las para facilitar a minha vida nas próximas semanas, e depois de tanto esforço, o cartão em que estava a guardar tudo danificou-se irremediavelmente.
Deve ter sido um mau olhado
é por isso que decidi usar mais encarnado, para manter longe de mim este tipo de coisas (é o que se diz na Roménia, pelo menos).
Mas não pensem que me esqueci das minhas pedras só porque nos últimos dias fiz aqueles símbolos da Primavera que se prendem na lapela das mulheres no dia 1 de Março e nos dias seguintes, na minha terra (podem vê-los aqui) e que se chamam Martisoare.
Portanto, encarnado! E espero que funcione, que nunca mais se aproxime de mim o mau olhado, para me estragar as coisas do computador!
carnaval
Sempre que é carnaval não posso deixar de pensar na Veneza e no Brasil. É normal fazer estas associações, e este ano não é uma excepção para mim.
Já ouvi falar muito sobre os bailes da Veneza, mas para mim são longínquos e não me dizem nada. Nunca fui à Itália (apesar de querer fazer turismo lá, um dia destes) e nunca me atraiu com nada de especial. Não como Portugal.
(As fotos do Brasil tirei-as do site www.fotos-hz4.com)
Muito mais longínquo, em termos geográficos, é o Brasil, mas sinto-me mais familiarizada com a cultura brasileira (de certeza é uma falsa impressão)
Alguns leitores do meu blogue romeno tocaram no assunto do livro que eu traduzi e que foi escrito por um brasileiro (Cidade de Deus, autor Paulo Lins).
Eu sei, não tem nada a ver com a bijutaria, mas também não é nenhuma vergonha admitir que traduzi um livro, portanto vou afirmar claramente que é um livro muito interessante, e o filme inspirado nesse livro é extraordinário.
Ao ver o filme Slumdog Millionaire (tãi falado nestes dias) lembrei-me de alguma maneira da Cidade de Deus: os bairros de lata, a miséria, as crianças que tentam sobreviver, a violência, estes são pontos comuns dos dois filmes, pelo menos a uma análise superficial deles. Quem não viu nenhum deles, perdeu
No livro de que estou a falar, o Carnaval ocupa um lugar bem definido, vê-se quão a sério estão a levar os brasileiros esta festa. Para mim, pelo menos, foi muito interessante saber tudo isso, é um mundo tão longínquo e tão diferente…
Hoje vou tentar deixar aqui uma pequena homenagem ao Carnaval, ao Brasil, à samba e ao filme Cidade de Deus, tudo duma vez, para poupar espaço
lucy in the sky again
Depois de um Domingo pacífico, com pôr-de-sol à beira mar, com sono à vontade e depois de conseguir ignorar todos os problemas, decidi mostrar-vos uma peça nova, uma daquelas que fiz para completar conjuntos que precisavam de ser completados
O anel Lucy in the sky with diamonds teve um êxito surpreendente para mim, o que só pode agradar-me.
Tenho que admitir que em fotos não consegui mostrar bem a “personalidade” verdadeira deste anel. Parece um bocado grande e estranho. Mas visto live tem outro brilho. E o pendente (a peça nova de que vos estava a falar) – também.
O pendente se encontra também no caminho para Bucareste, para encontrar a dona perfeita, que deve ser uma mulher que quer sentir-se como uma princesa, pois este é o objectivo destas bijutarias.
inocência
Levamos todos connosco, até ao fim da vida, uma semente de inocência que guardamos desde a infância. Grande ou pequena, visível ou não para as pessoas que nos rodeiam, a criança que jaz em os é provavelmente a melhor parte de nós e a única que não se altera.
Reminiscência do paraíso pelo qual todos nós passámos, chamado “infância feliz”, representam às vezes o único consolo, e o mais seguro, nos momentos em que nos deixamos levar pelas ondas da vida (que nos atira por vezes com a cabeça contra as rochas ou para areias longínquas e desconhecidas).
Aproveitei para brincar quando me pediram anéis para meninas, pequenas futuras mulheres que já gostam de enfeites e de ficarem bonitas. Elas quiseram anéis parecidos àqueles que usam as mães delas.
Fi-los coloridos e alegres (como os grandes, aliás). Espero que as miúdas gostem…
ametista
Pronto! Hoje voou para Bucareste o stock inteiro de bijutarias Cor e Amor. Sem nenhum remorso, pu-las fora da casa para se desenrascarem!
Para poder avançar, para criar coisas novas preciso de limpar o espaço à minha volta e esquecer o que tenho feito até agora. Começar do zero.
Apesar de já não ter nada aqui, vou continuar a mostrar-vos o que tenho feito nas últimas semanas, com trabalho, cor e amor
Fiz muitos conjuntos, de todos os tipos e de todos os materiais que tive. Um deles foi criado à volta duma pedra de que gosto há muito tempo e que colecciono em forma de cristais (aliás, tenho dois neste momento, à minha frente, em cima da secretária). O ametista.
Não me farto de cristais, de pedras… Quanto mais e mais bonitas, melhor…
o jogo com contas de plástico
Estive a brincar novamente à vontade com contas e fitas. Tenho uma fita com uma cor tão bonita, que já não sei o que fazer com ela
Foi assim que fiz, com todo o prazer, com cor e amor, este anel e o respectivo pendente. Gostei da brincadeira e decidi mostrar-vos o resultado.
pseudo-valentim
Vou dedicar este post a todos os que não têm amor, que procuram mas não encontram o par, às meninas que ainda esperam pelo príncipe encantado em cima do cavalo branco (não existe!), aos rapazes tímidos que não conseguem declarar aquilo que sentem, etc.
Vou dedicar este post às pessoas sozinhas, que sentem neste dia de São Valentim o dobro da solidão.
Para isso há uma solução: viver o momento, arranjar amor ajudando os outros, amando o próximo, amando-nos a nós próprios. E vamos pôr música aos berros, é a festa de estarmos vivos!
arco-íris
Já vos tinha dito o quanto gosto do Almodóvar? É o meu realizador favorito. “Reencontro-me” no mundo colorido dele, cheio de dramas grandes ou pequenos, cheio de mulheres autênticas, admiráveis, que fazem tudo com paixão e que usam o encarnado mais do que qualquer outra cor.
Os filmes dele são como umas peças de bijutaria feitas com amor, lindas e tumultuosas, são como a própria vida: com coisas boas e más, coisas que enaltecem e coisas que te arrastam para os mais miseráveis becos sem saída.
As mulheres de Almodóvar são capazes de qualquer coisa por amor, choram, sacrificam-se, matam, vão até ao fim do mundo se for preciso, mesmo com saltos altos, mesmo tendo uma doença terminal, mesmo de joelhos.
Os homens efeminados destes filmes têm também tendência para a feminilidade extrema, e os que não têm este tipo de tendências são passionais, sem escrúpulos até, às vezes.
Vou deixar-vos a fazerem a ligação entre o encarnado, o arco-íris e Almodóvar
PS: as peças que vos mostrei são de madeira.
o na-ri-na
Inspirada pelos 21º C que estiveram lá fora hoje e pelas conversas que tive, a evocar histórias da África que parecem ter acontecido há muito, muito tempo (só 5 anos, na verdade), dei por mim obcecada novamente por uma música. Reparei que às vezes faço a minha vida ao ritmo duma música ou de outra, que me “zumbem” na cabeça sem que eu lhes dê atenção. Isso é tão normal para mim, que até agora nem me apercebi desta realidade.
A canção que vos apresento hoje é de Cabo Verde, um paraíso que gostaria de visitar um dia. A África é uma terra de sonho ou de pesadelo, depende da perspectiva…
Ar quente e húmido, terra vermelha, frutos incrivelmente saborosos, uma abundância de maravilhas naturais que te enche o coração, cores brilhantes debaixo duma luz que é única.
Além desta riqueza natural – a desgraça, a fome, as barracas, a miséria, o desespero. Crianças com o nariz colado à janela do restaurante, a pedirem comida, crianças a entrelaçarem palhinha para fazerem peças de mobiliário por encomenda, à beira da estrada (maravilhosos trabalhos!), crianças dispostas a fazerem qualquer coisa para uma moeda ou um pão. A África é demais… Só podes amá-la ou detestá-la…
tão “eu”
Como estava a dizer ontem, tenho feito alguns pendentes, com o prazer de poder variar aquilo que faço. Finalmente, percebi uma coisa que se sabe desde sempre: que às vezes é difícil usar uma peça mais especial sem ter outra peça que lhe faça compania, digamos.
Foi assim que descobri que seria interessante fazer vários tipos de pendentes, isso faz trabalhar na mesma a minha imaginação, aquela que me resta
Hoje falei, no messenger, com a minha amiga Patricia, que está em Bucareste e que me acalma sempre que falamos pela maneira positiva de que ela vê as coisas.
Ela aplana sempre os meus pânicos e transmite-me calma. É médica, mas podia muito bem ser curandeira de almas
A Patricia gostou muito do pendente mais acima, o dos “caramelos” e, entre outras coisas, disse-me uma frase simpática e interessante ao mesmo tempo, ou pelo menos é o que eu acho. Ao ver as minhas últimas peças, declarou “são tão representativas para ti, tão “tu” “
Porque é que acham que ela disse isso? Fico à espera da vossa opinião





































