em cascais
Já cá estou, tenho novamente internet no meu querido computador e estou bem instalada no apartamento da Lola, em Cascais. Lá fora chove sem parar há 4 horas e há tanto silêncio, que já me esqueci de tudo à minha volta.
Aos meus pés está um cão salsicha, extremamente quente e confortável, que se colou a mim logo que percebeu que a “mamã” dele o tinha “abandonado ” por cinco dias, por causa duma viagem a Alemanha.
Fiquei a fazer companhia aos “rapazes”, o filho da Lola e ao cão comprido e sonolento. Mas em vez de me sentir stressada com a responsabilidade, estou a gozar a mudança de ar, de horário, estou a gozar a paz que há aqui.
Tam-Tam é o cão mais engraçado e simpático, com o focinho de mendigo dele (quando alguém está a comer ao pé dele), com um olhar implorador (uma vez ou outra até funciona), com as patinhas curtas e tortas. Há meia-hora arrastou-me lá para fora, oportunidade para mim de reparar no oceano extremamente furioso e agitado.
Há alguma diferença entre o mar daqui e o do Algarve: aqui é mais somptuoso, mais temperamental, com a água mais fria. Para efeitos estéticos, prefiro o mar daqui.
Só receio ficar com a preguiça do Tam-Tam, ou com a moleza melancólica de estar num sítio bonito, em que está a chover, e em que não tenho grande coisa para fazer (bless!)
Agora fico à espera que acabe a chuva, para eu tirar fotos e passear à vontade na falésia. Até lá – é só paz, muita paz…
variações sobre o mesmo tema
Há uns meses, quando comecei a fazer anéis, comecei a inventar também padrões para decorar as minhas peças, que ficassem além da inspiração da realidade imediata ou em coisas de que sempre gostei.
Naquela altura de começo, fiz este padrão que não consigo para já abandonar. É o que quero mostrar-vos hoje.
Quem viu a galeria foto dos anéis, deve ter reparado nele. É um dos primeiros anéis que alguma vez fiz.
Fiz mais alguns com o mesmo padrão, mas as fotos valem mais do que as palavras.
E assim, em azul:
PS: amanhã vou para Cascais, ser baby-sitter do filho duma amiga. Não se preocupem, o filho é grande, tem 12 anos, mas mesmo assim precisa de companhia. Vou tentar escrever amanhã à noite, mas não prometo. Temos conversa para pôr em dia
bloody ring
Para as admiradoras das séries TV com hospitais e médicos (eu sou uma delas), para as senhoras doutoras ou enfermeiras, que não viram os olhos se vêem sangue à frente, para as senhoras que trabalham em laboratórios a manejar sangue todos os dias e para as vampirinhas, que adoram a papinha delas.
Veias e veiazinhas percorridas pelo líquido precioso, rede complicada que nos cobre e que nos mantém vivos, sistema de pequenos canais pelos quais circula a vida.
outras “wilmas”
Já tinham visto que eu gosto de dar vida a objectos pequenos, sem importância, que gosto de os transformar no centro da atenção. Ainda por cima, estas pedras e conchas e… (mas não quero estragar futuras surpresas) representam alguma coisa para mim, sei exactamente onde as colhi, quando, e o que me inspiram.
Sei por exemplo que este bocado de mármore vem da região de Caldas da Rainha, lá onde moram umas pessoas muito queridas para mim. Lá há pedrinhas muito bonitas, lá compro as bolinhas de madeira que me servem para fazer anéis, lá há fruta extraordinária e doces interessantes
De lá, volto sempre cheia de boas ideias, de boas energias, lá encontro sempre pequenas maravilhas de barro, que não me farto de fotografar.
A casa dos meus cunhados tem uma vista linda e tem paz para trabalhar e para dormir à vontade
É assim que recolho, todos os anos, montes de coisinhas que guardo na ideia de que irei fazer alguma coisa bonita com elas. E agora acho que chegou o tempo delas. E estou contente por isso.
pink amber
Porque a série de anéis e colares que vos tinha mostrado até agora não estava completa, resta mostrar-vos a última cor das três que trabalhei na categoria “resinas”. Esta já não tem nada a ver com o âmbar, só a textura é parecida, e a maneira de trabalhar o arame.
Deixo aberta a ideia do fio em que fica bem pendurado este pendente; para o fotografar escolhi o preto, mas há outras possibilidades interessantes.
Lá fora, o tempo está tão feio, que acho que foi inconscientemente que escolhi as peças desta cor para as pôr no blogue: cores quentes, para me aquecerem…
Neste exacto momento, estas peças já me deixaram, estão a viajar, resignadas, para Bucareste. Lá, vão esperar pacientemente que sejam chamadas pelas novas donas. Adeus, meninas! Portem-e bem!
ó, mar salgado…
Sou uma admiradora incondicional do mar, desde quando a vi pela primeira vez (tinha 10 anos), ficou “colado” ao meu coração e nunca mais se descolou. Quase tudo o que tem a ver com o mar me parece bonito e bom. Estou a idealizar, mas acho que o mar é digno de admiração sem fim, de paixões eternas.
O destino pôs-me à beira-mar, portanto não tenho razões de queixa. A imensidão e a beleza da paisagem marinha cura qualquer doença de alma…
Gosto de andar de barco. Até me disseram que tenho “jeito” para ser marinheiro quando andei pela primeira vez de barco no Oceano Índico e, em vez de ficar mal disposta, fiquei com fome!
Sempre que vou à praia, não posso voltar para casa sem levar nada: levo sempre uma coisa bonita: uma concha, uma pedrinha, qualquer coisa que me parece que lá, na praia, se perde na imensidão sem conseguir chamar a atenção que merece. Foi assim que comecei a “salvar” do anonimato pedrinhas e conchinhas, para tentar dar-lhes outra vida.
Parece-me que todas merecem uma segunda chance, que são tão bonitas, que é pena não serem valorizadas. Eu sei que há muita coisa que se faz de conchas ou de pedras, mas eu fiz as minhas… peças de bijutaria.
Tentarei trazer aqui, para vocês, muito mar, muita água salgada, muito sol, muito calor. Esperem só que venha o Verão!
5 o’clock
São 5 horas da tarde: tea time in England. Hora de servir o chá preto e perfumado, com um pouco de leite, chá de que os ingleses gostam tanto. São servidos também elegantes bolinhos secos, caseiros, junto com o chá.
O chá das 5 horas é um bom pretexto para socializar, para fazer conversa, para agradar ao corpo e ao espírito.
Inspirada por esta hora “sagrada” para os ingleses, fiz um anel de madeira que indica as horas
Quem usar este anel vai sentir vontade de fazer uma pausa que olhar para ele.
Acho engraçado também o facto de os ingleses acharem que o chá é uma bebida profundamente inglesa, mas de ter sido uma portuguesa que levou para a Inglaterra o hábito de se beber chá (estou a falar da Dona Catarina de Bragança, que foi rainha da Inglaterra). Sabiam disso?
www.coryamor.wordpress.com
S-a lansat la apa vasul de croaziera Coryamor!
Îi poftesc pe iubitorii de culori si veselie, de podoabe si povesti, de amintiri si prietenii – sa paseasca inauntru! Va voi astepta la usa cu pahare imaginare pline cu sampanie, si cu un zambet.
Poftiti pe vasul meu!




































