livros, colares, livros novamente…
Não escrevo aqui há algum tempo, por preguiça e falta de tempo. Tenho trabalhado bastante peças de bijutaria, tenho assistido (de longe) ao lançamento de um romance português que traduzi para romeno – a minha língua materna (trata-se de Nenhum Olhar, de José Luís Peixoto), comecei a traduzir outro romance…
Vejam como ficou a capa do livro:
É o segundo livro que traduzo, mas é o que me deixa mais orgulhosa e satisfeita. É “o meu livro”:
Voltando aos colares, tenho feito alguns. Tentarei actualizar em breve a galeria de fotos dos meus bijus… Têm razão, tenho andado preguiçosa…
Os colares são de madeira, às vezes de plástico com madeira ou com cerâmica (a madeira é pintada à mão, a cerâmica também, modelada e pintada à mão).
Enjoy the pics!
black and blue
Apresento-vos a minha última criação, o colar de madeira azul si preto. A “saliência” em cima do coração é um botão que recebi, “filho único”, mas tão bonito, que quis dar-lhe uma nova vida.
Já viram como me fica a mim o colar, agora vejam como fica em cima da árvore
chuva e colares
Ontem finalmente choveu como deve ser no Algarve. Assisti da varanda a uns minutos de chuva linda, forte, rica, como uma chuva na zona da montanha.
Faz muita falta aqui, é por isso que vemos a chuva como uma prenda do céu, muito rara no Verão. Quase ausente.
Por ter tido um tempo assim, caprichoso, aproveitei para fazer os meus trabalhos à volta do computador e no “atelier” (o espaço que uso para fazer as minhas peças de bijutaria). Fiz colares novos, que quero mostrar-vos. Tentarei também actualizar a página dos colares, pois ando a negligenciá-la há algum tempo.
Os meus colares de madeira, combinada com plástico e vidro, por vezes. Enjoy!
alma russa
Existe uma parte da minha vida que preferi, há alguns anos, varrer para baixo duma carpete e pisar em cima dela, de vez em quando… Não se assustem, trata-se só da língua russa (e da cultura, em geral).
A partir do 6º ano, comecei a estudar na escola a língua russa, com muito esforço, porque não gostava nada dessa língua. Na minha turma, ninguém gostava… O cúmulo foi quando tive que fazer o exame de admissão na faculdade em russo, além do francês e da gramática romena. O resultado daquele exame ( o último naquela língua) foi óptimo, não sei como, mas a partir daí nunca mais quis saber do russo. Passei a estudar português, com facilidade…
O destino fez que eu tivesse novamente contacto com a cultura russa, já no 4º ano de faculdade, quando partilhei um quarto do campus universitário com duas raparigas moldavas (éramos colegas no curso de francês), e sabe-se que na Moldávia se fala tanto russo, como romeno. É uma mistura. Tornamo-nos grandes amigas e aprendi muitas coisas com elas. Fiquei a conhecer uma certa parte da música russa, que é linda, os filmes de qualidade, etc. É pena que a cortina de ferro tenha impedido durante tantos anos o acesso das obras culturais russas ao circuito internacional (aconteceu o mesmo com a Roménia). Há muitos artistas de qualidade lá…
Agora tenho pena de ter perdido aquela língua, agora gostaria de saber ler ou falar em russo. É uma grande língua, que respeito imenso.
Porquê colar vermelho junto com história sobre a língua russa? Ni znaiu!
(não sei). Talvez por me lembrar dos belos xailes tradicionais deles…
ColaRomania
Para quem não percebeu, a ColaRomania é a MANIA de fazer COLARES, não tem nada a ver nem com a cola nem com a Coca-Cola nem com a Roménia (chamada, em romeno, Romania).
Trata-se da minha paixão recente pelos colares deste género, de madeira ou feitas de misturas de materiais (plástico, arame, vidro, cerâmica…).
Não sei quanto tempo vai durar essa paixão, mas de momento basicamente só faço isso: colares curtos.
De qualquer maneira, os compridos não me ficam muito bem, portanto evito-os…
Tudo é possível… O gosto e a imaginação não têm limites…
Mas para já, há só a mania dos colares.
cherries necklace
Só faltava mostrar-vos o colar das cerejas… A rapariga que encomendou o colar não se dá muito bem com a organza, é por isso que utilizei uma fita diferente da organza. Acho que não fica mal…
As cerejas são de madeira (tal com as dos brincos) e têm o mesmo tamanho.
E, sobretudo, são feitas com COR E AMOR
cerejas às orelhas
Lembram-se? Quando éramos crianças, adorávamos comer cerejas e fazer brincos com elas, pendurá-las às orelhas. Que levante a mão quem nunca fez brincos de cerejas!
Podemos continuar a brincar, porque não?
Desta vez, são cerejas de madeira, leves e simpáticas, que, ao baterem uma na outra, produzem um barulho suave e agradável de mini-snooker.
Bastante simples, não é?
Vou dedicar este post à maior fã das cerejas que existe em Portugal: http://coisasdecereja.blogspot.com/
PS: estou a trabalhar no colar com cerejas, portanto fiquem por perto
salade de fruits
Recomecei a trabalhar as minhas peças de bijutaria… Experimentando, brincando, relaxando a mente através de anéis, colares, brincos…
Ultimamente tenho-me concentrado mais em colares, não sei porquê… Gosto, como sempre, de misturar à vontade materiais e cores. Ontem, por exemplo, brinquei com três fios de algodão e soube-me bem: achei piada ao resultado, que baptizei “salade de fruits”. Porquê “salada de fruta”? Porque é nisto que penso sempre que vejo uma mistura agradável de coisas variadas e apetecíveis. Se repararem bem, a salada até nozes tem
Que venham as fotos!!!!!!!!!!!
E… segurem-se bem, o colar visto de trás!!! menciono que, ao pedido do “público”, posso reduzir o comprimentos dos fios sem nenhum problema.
Bom apetite!
alfinete “cerejínico”
É o segundo alfinete que fiz na minha vida
e reparei que não tem nada a ver com os anéis nem com os colares: pura e simplesmente, um alfinete é… um alfinete. Imaginem, fiz uma grande descoberta!
A ideia era de executar um alfinete com cerejas, mas aí apareceu o dilema: cerejas, mas onde? como? pintadas? modeladas? grandes? pequenas? clássicas? malucas? sérias? brincalhonas? Enfim, fiz uma tentativa, depois de alguns dias de olhar para o material sem saber onde começar. O resultado é… diferente.
Usei bolinhas de madeira e combinei “realismo” com “simbolismo”, à minha maneira, claro
Prendi o alfinete para o fotografar numa t-shirt preta, pois é a cor que mais usa a pessoa que adora as cerejas. Espero que ela goste…
Bom apetite!

































